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30 de nov. de 2025
A AgriZone, montada na sede da Embrapa Amazônia Oriental, consolidou-se como um dos principais pontos de encontro do agronegócio brasileiro durante a COP30. Pelo espaço circulam lideranças de associações, produtores influentes, representantes de empresas do setor, além de visitantes estrangeiros e pessoas interessadas em compreender melhor as discussões que envolvem o Agro. É nesse ambiente que o Brasil apresenta sua força no campo e participa ativamente das conversas globais sobre o futuro da produção.
Nos debates realizados na AgriZone, um recado ficou evidente: o agronegócio brasileiro já entrega sustentabilidade, mas ainda precisa tornar essas ações mais visíveis, tanto para quem atua no setor quanto para o público externo. Frequentemente apontado como uma das atividades mais poluidoras do país, o Agro utiliza o espaço para apresentar painéis, pesquisas e dados que demonstram que essa percepção não reflete toda a realidade. A proposta é promover uma mudança de visão a partir de informação e transparência.
A tecnologia e o uso de dados também ganham destaque como aliados da produção sustentável. Na AgriZone, o setor reforça que é possível produzir conservando, apresentando pesquisas, indicadores e caminhos tecnológicos capazes de ampliar a sustentabilidade. O objetivo é mostrar, com evidências, que o Agro já avança em práticas mais limpas e que ainda há um grande potencial de evolução.
A percepção internacional sobre o agronegócio brasileiro também integra a pauta. Durante os encontros, o secretário de Desenvolvimento Rural do Ministério da Agricultura, Marcelo Fiadeiro, compartilhou que outros países reconhecem a ambição do Brasil em construir sistemas produtivos mais adaptados às necessidades climáticas. Nesse contexto, a COP30 se consolida como uma vitrine estratégica, onde o país mostra o que já realiza e o que ainda pode entregar para uma agricultura alinhada ao clima.
O protagonismo do Pará na transição para modelos mais sustentáveis é outro ponto central. A Adepará marca presença ativa na AgriZone, participando de rodas de conversa, painéis e encontros com autoridades e organismos internacionais, como a OMSA e o governo da Noruega. Essa atuação reforça o papel do estado na construção de uma nova agenda para o Agro na Amazônia, evidenciando que o Pará reúne tecnologia, sanidade agropecuária e capacidade para liderar esse processo.